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terça-feira, 16 de junho de 2009

Em prol do movimento dos anti-guarda-chuvistas

Certas ocasiões e certos dias bem chuvosos determinaram em minha sã consciência de que os guarda-chuvas não são nossos amigos, pelo menos não em sua totalidade. Anos e anos desprovidos desse tal protetor molhado fizeram-me não só desgostar de sua (in)utilidade como de criar mentalmente o movimento dos anti-guarda-chuvistas.

A última vez em que usei um guarda-chuva, já não me lembro mais quando foi, tamanha desilusão e decepção que este (in)utensílio me causou ao longo de minha vida. Quando pequeno, nunca usava, preferia voltar da escola correndo e protegido com as abençoadas marquises que compunham o caminho de casa. E hoje, já não volto mais da escola, volto da universidade, e já não corro mais nos dias chuvosos, apenas caminho. O único movimento da sinfonia que continua o mesmo é o de se proteger embaixo das já mencionadas abençoadas marquises, o reduto para nós membros do movimento, e que nos causa revolta quando um inimigo de guarda-chuva utiliza a marquise como segunda protetora da chuva que cai do céu. Eles invadem sem piedade nosso território, segurando firme o guarda-chuva no alto e caminhando por baixo das marquises, rente às lojas do centro, deixando nós indefesos, com a obrigação de sair debaixo de nossa proteção e pegar por um segundo a chuva incessante para não corrermos o risco de sermos atingidos pelas pontas metálicas que se transformam em armas quando se situam ao lado de nossos frágeis olhos.

Sempre que cai água, observo as pessoas que vão até o ônibus com seus guarda-chuvas e que ao sentarem no banco, umedecem as pernas, enquanto eu, também com o corpo úmido, mas sem um encosto molhado para ficar carregando de um lado para o outro. Já presenciei inclusive, quando chove cântaros e venta tufões, pessoas ensopadas embaixo do guarda-chuva, óbvio que é um caso à parte, entretanto prova que utilizar um objeto antiquado e deselegante em certas circunstâncias não passa de teimosia .

Como não é possível abolir o guarda-chuva, ao menos, deveria ter restrições quanto à sua utilização. Bem como não se estaciona veículo algum em faixa amarela, não deveria usar o (in)utensílio metálico embaixo das marquises, defendo essa causa para o bem do movimento e não abro.

terça-feira, 10 de junho de 2008

domingo, 16 de dezembro de 2007

Atrasos

Aconteceu há algumas semanas:

Dormi depois das 5 pra acordar antes das 9 fazer a minha tradicional viagem de volta pra casa.
Acordei antes das 9 e com o intuito de dormir mais 5 minutinhos acabei acordando quase 10.
Já que tinha perdido o horário do ônibus resolvi dormir até um pouco antes das 11 para pegar o ônibus ao meio-dia.
Cheguei na rodoviária faltando 5 minutos para o meio-dia e vi o ônibus saindo, antes do horário, me fazendo pensar como que eu faria algum almoço sem comida alguma, tive que ir então à algum restaurante.
Embarquei no ônibus as 14:15, exatamente no horário em que eu tinha algum compromisso que já não me lembro mais qual era.
Mas fazer o quê, adoro um atraso.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Humor de Segunda

Fiquei em Passo Fundo nesta segunda-feira para cortar o cabelo. Está na hora já, e também dizem que é importante manter a aparência, cabelo cortado e barba feita. "É um dos segredos do sucesso" - disse-me uma vez um amigo meu em pleno estado de embriaguez.

Tenho que cortar o cabelo sempre aqui, é um compromisso que eu assinei com aquele barbeiro de 5ª que ameaçou não deixar mais eu dormir se me visse de cabelo cortado sem eu ter ido lá. Tudo por que eu perdi uma aposta, mas isso não vem ao caso. Até acordei cedo, o que é irrelevante, por que se eu tivesse em Frederico teria que acordar cedo para ir pra aula. Mentira. Hoje não tem aula de manhã. Fugi do assunto.

O foco é que hoje é um dos raros muitos dias que eu acordo com o humor de J.J Jameson (eu amo esse trabalho/compre flores para minha mulher/está despedido!) mas é tudo culpa da segunda-feira mesmo. E sobre o ir cortar o cabelo, acho que não vai dar. Não tem ninguém e eu ouvi comentários de que hoje é feriado em Passo Fundo, mas sinceramente não sei do quê. O jeito é passar mais uma semana sem enxergar direito, ou não dormir nunca mais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Adeus escova

Depois de 4 meses resolvi procurar uma faxineira para tirar a aparência moribunda do meu apartamento. Marquei as 7 da manhã que era o horário que eu sairia de casa se não tivesse me atrasado e acordado as 7:05 com a campainha tocando. Levantei correndo, abri a porta, escovei os dentes, me vesti e saí de casa em tempo recorde, mas quase perdendo o ônibus, dessa vez ele foi amigo, parou e me esperou.

Cheguei em casa de tarde e me maravilhei com o brilho do apartamento, nem parecia meu! Não achei uma sujeirinha, um pozinho, uma louça suja, nada! Eu estava querendo me casar com ela, quando fui escovar os dentes e notei que as cerdas da minha escova estavam pretas. Vaca filha da puta!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Quanto mais me aproximo...

...mais distante você fica, ônibus maldito!To achando que isso é pessoal.
Ah se eu tivesse comido uma torrada a menos...


E a saga continua, com mais temporadas que Os Simpsons.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

O tal do bar

Filas! Pense em filas, e em demora, e em passar fome, e em lanche caro e mais ou menos. Pense em um atendente que não anota os pedidos, simplesmente vai mandando a cozinheira - muito pouco higiênica por sinal - ir fazendo xis, torradas, pizzas, pastéis, cachorro-quentes desordenadamente.

Um lugar pequeno, tão apertado que resulta em copos derrubados de refrigerantes e cafés, em alguns tropeços e desconforto.

Esses dias o tiozinho me tomou a bisnaga de maionese das mãos:
- É, tu acha que eu vou te dar isso pra comer pastel? Isso aqui é caro, eu dou só pra xis, toma um sachê.

Esses dias o tiozinho não quis fazer pizza:
- Eu não vou assar uma pizza só, se quiser tem que comprar mais uma. Se eu ficar gastando gás pra fazer de uma em uma eu não tenho lucro.

Quase que diariamente eu tomo meu café lá, tudo por que eu fico dormindo até o último momento possível e saio de casa atrasado quase perdendo o ônibus, sem tempo de comer nada.
Quase que diariamente eu tomo um café e como um pastel. O cHafé é mais aguado que a Sol, ele deve render uns 300% a mais que o normal, são cinquenta centavos por um copo pequeno de água e cerca de meia colher de café, no máximo. E o pastel é um banho de banha, ainda vou fazer um teste, acho que a gordura que respinga enche até o final, quase transbordando, um copo de martelinho de cachaça.

E tem também uma galerinha que não almoça e fica ocupando as mesas para jogar truco. Eu jogo, mas também almoço, ou antes ou depois, inclusive esses dias foi durante. Mas perdi a conta de quantas vezes quis tirar a tapa alguém de lá. Que suma! Tem mesas sobrando no bosque encantando do colégio, perto da churrasqueira e do Lago Ness.

E o único efeito que eu tenho certeza que esse bar me causa é aumentar o meu colesterol. O que sobra de gordura, falta em caféina.

terça-feira, 3 de julho de 2007

TV²

Toda a manhã, fria diga-se de passagem, quando eu acordo, me espreguiço, ligo a TV e vou até a cozinha eu enxergo minha casa pela janela. É tamanha a semelhança que eu fico confuso, não sei se olho para fora ou se olho para a sala. Para fora eu enxergo uma televisão ligada, para dentro eu enxergo outra televisão ligada, a mesma ou muito parecida, ao menos a imagem é idêntica. Então eu olho o relógio e noto que estou atrasado mais uma vez para a aula e tenho que sair correndo para não perder o ônibus, sem poder refletir as duas televisões.

Ao meio-dia, quando chego em casa para almoçar me deparo com a mesma imagem e a mesma dúvida, a janela e a televisão. E é só o que eu vejo, graças a minha vista desprivilegiada em que a cena que mais me chama atenção é o Lasier Martins em um simples televisor de 20 polegadas.

Quando fico em casa à tarde, a janela desnuda de cortinas é inevitavelmente a parte que mais me chama a atenção dentre todos os cômodos e objetos daqui de dentro. É sempre a mesma coisa, a televisão ligada consistindo a mesma imagem da minha sala.

Fico me perguntando o que leva uma pessoa a assistir televisão tanto tempo, assim, sem parar. Faz nove meses que eu moro no mesmo lugar e vejo todo o dia a mesma coisa quando estou saindo de casa ou quando estou chegando em casa, até parece que tenho duas televisões, uma interna e uma externa. As vezes que eu paro para analisar melhor eu enxergo uma mão e uma caneca. A caneca então é movida pela mão e some, durante alguns segundos, até retornar a janela, intacta.

Isso tudo me incomoda muito, esse funcionamento quase que mecânico janela, televisão, imagem, caneca, mão e caneca, todo o santo dia. Me dói os nervos, difunde rotina e acomodação na minha cabeça, tudo do que eu mais fujo e nem sempre consigo.

Malditos vizinhos! Nunca me dei muito bem com eles, mesmo não os conhecendo, mas acho que eu não me daria muito bem com uma pessoa que fica o dia inteiro assistindo a Globo e tomando sei-lá-o-quê em uma caneca branca e azul. Tirarei uma foto quando eu olhar pela janela e encontrar um televisor desligado, será o fato e a foto do ano.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Neblina, Herby e Correria

Já passava das 8 horas da noite e fazia um frio do cão. O chão frio resfriava meu pé inteiro, levemente coberto por uma lona azul mais conhecida como allstar, o vento gelado cortava meu nariz, rasgava minha orelha e ressecava minha boca, e mais o sereno que caía lentamente sobre mim deixando meu cabelo ainda mais oleoso me fez chegar a uma conclusão de que preciso comprar uma toca, só luvas não basta.

Estava encaminhado já, friozinho, caminhada, pensamentos e uma longa reta escura em minha frente. Andei mais alguns passos e não tardou pra surgir no meio da escuridão um fusca apanhando de um cara. Fiquei com pena do fusca, acho um carrinho bem simpático, eu teria um sem problemas.

Mal pisquei os olhos e eu estava quase em cima do fusca. Dei uma observada daquele jeito como não querendo nada com nada, até ouvir “E aí bruxo”. A primeira coisa que me veio na cabeça foi “puta que pariu”.

- Opa! – retorqui já à alguma distância.
- Pode me dar uma mão aí bruxo?
- ...
- Ei, de boa!
- Bah velho! Tenho que correr resolver uns negócios agora. To atrasado.
- É rapidinho. Tranquei meu carro com a chave dentro e agora não consigo abrir.
- Já te ajudo meu. Mas preciso descer aqui a rua antes. De boa.
- Bah se fez né!

Então eu apertei o passo e continuei andando em meio à neblina, enxergando apenas alguns palmos à minha frente, crente que quando eu voltasse o magrão já teria desistido ou levado o carro embora. Cheguei na casa de uns amigos e demorei. Mas demoreeeeei. Só não fiquei pra janta por que simplesmente não tinha janta aquela noite. Então voltei.

A neblina tinha apertado e a garoa se desenvolvia, pronta pra me render uma gripe na manhã seguinte, logo apertei mais ainda o passo, por que frio, chuva e renite não combinam. Acelerando e andando quase que em marcha atlética, avistei denovo o cara do fusca. Mas dessa vez pensei “ih fudeu!” E de fato foi isso que aconteceu mesmo, avistei não só o espancador de fuscas como mais dois gajos com aparências de personas non gratas.

Consegui atravessar a rua sem que notassem que eu tava ali, quase do lado deles, quase sendo cúmplice de um furto de um herby creme. Quando olhei para trás e só vi a cerração respirei aliviado, mas não deu tempo de contar até três.

- Ta ali o piá que foi resolver uns negócios. Quero saber que negócio é esse!

Quando eu ouvi isso, pernas pra que te quis. A única idéia que me veio na cabeça no momento foi correr pra longe dali, já não costumo brigar com uma pessoa, imagine então três. Corri demais, feito louco,como se seu estivesse fugindo de um leopardo, todo torto, deslizando pelo paralelepípedo úmido, sufocando pra não gritar, pois pareceria muito fraco se eu gritasse. Eu tava numa situação paradoxal, enquanto fugia com medo, de três maltrapilhos, me negava a pedir ajuda ou algo que o valha para não parecer cagão. Como eu mencionei, corri como se estivesse fugindo de um leopardo e finalmente cheguei em casa sem ningém me ver graças à neblina, me joguei embaixo de dois ou três cobertores e dormi até agora. Foi um daqueles minutos que duram horas pra passar.

Mundo moderno não é fácil. Mas que nada, estou vivo!


Humor: Cinza

domingo, 24 de junho de 2007

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Padaria Gremista Informa:

O Sonho acabou, mas ainda temos chocolate!


GRÊMIO 2 x 0 inter


Disponíveis nos sabores Lúcio "Speed Power" e Diego Souza "Pataço Of The Devil"


Humor: Chocolátero