terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Inspire-me, Blue
Mentira. Tudo mentira. Tudo desculpa. Eu só não tive vontade. Não tive vontade até esses dias. Porque nunca tinha visto olhos azuis tão provocantes. Azuis. Escuto um blues e lembro de ti, dos olhos azuis e do copo na mão. E do riso dissimulado. E da saia não comprida e não curta. E do tchau que não foi pra mim. Realmente, não é culpa do twitter. Então me siga lá. @flaubihoos. Preciso comer. E depois ver esses olhos azuis. Pena que não será hoje.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Antes de tudo
Você não é inocente, mas não é má. Achei que você era a revolução quando você era a guerra. A guerra fria, guerra santa, que não matou ninguém, mas deixou lesos, muitos lesos.
E quando as cores que circundam por aqui me fazem sorrir eu vejo que são 3 da manhã. Uma vez eu tinha medo desse horário, foi logo depois de eu ter assistido O Exorcismo de Emily Rose. Que bobagem, tudo que eu começava a mentalizar quando olhava para o rádio-relógio pouco antes das 3 era ele despertando sozinho ou coisa parecida, que bobagem, que adolescência.
Se eu uso óculos escuros quando falo contigo não é por medo de te encarar nos olhos, mas de que eles me entreguem. Talvez assim você não me pergunta por que meu olhar anda cansado e eu não precise te mentir pra não estragar a surpresa de que passei a noite passada inteira compondo canções de amor melosas que deixariam úmidas qualquer mulher da terceira idade fã de Roberto Carlos.
Amor, enxergo agora eu e você num filme. Eu sou o cara de braços tatuados, debilitado e com brinco na orelha que pede com todo o amor do mundo que você não morra comigo. Você é delicada, com um sorriso inocente e uma mente enorme, benévola, até demais, mesmo pra mim. Parecemos felizes, mas pra variar, eu destruo nosso lar.
Eu ainda morava longe de todos, ainda não tinha a noção do perigo, ainda não tinha voltado, ainda não tinha me arrependido, só aprendido.
Setembrino
Abri meu caderno e a única frase escrita em todo ele era “setembro, setembro negro”. E eu andei equivocadamente pensando que poderia ser um daquele mês que só servem para serem esquecidos sem antes rever os fatos. Ironicamente comecei a pensar como um mês que deve sempre ser lembrado, um mês de libertação, de crescimento perante o lado sórdido da vida.
Quinze dias antes ele chorava de rir, levava o afago do momento grudado no coração e jogou para as cobras o futuro. Já estamos no nono mês do ano, mas quando falam em 2009 ele só se lembra de um único mês, que ofuscou a todos os outros oito. Esqueceu de toda uma vida, mais de duas décadas, e concentrou toda a sua história e felicidade naquele mesmo mês, um longo mês de sossego e gozo.
E definitivamente não existe nada mais efêmero que o estado de uma alma. Agradeço a quem me criou, não tenho bem certeza se foram os deuses ou se foram simplesmente os espermatozóides de meu pai, mas seja quem for eu agradeço por te me deixado sempre com um presente brilhante que desguarnece um passado desagradável.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Útil Desagradável
Fiz um juramento junto com um amigo meu da época de segundo grau de que um dia iríamos transar com uma só mulher ao mesmo tempo. Fomos adiando nosso tratado e chegamos até a esquecê-lo por um tempo, mas quando surgiu a oportunidade eu, sempre muito franco, contei o que ia fazer para minha esposa, que sempre compreendeu minhas necessidades.
Ela me olhou profundamente e, com um sorriso seco me respondeu:
- Claro, meu amor. Como você adivinhou que eu sempre tive vontade de transar com dois homens?
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Nova Conjugação e Conceito
Aproveitando o embalo da reforma ortográfica, nova conjugação:
Eu sou jornalista
Tu és jornalista
Ele é jornalista
Nós somos jornalistas
Vós sois jornalistas
Eles são jornalistas
Só quem não sabe ler e escrever não é jornalista
E um novo conceito:
jornalismo sm 1. A profissão do jornalista. 2. A imprensa jornalística. 3. Culinária, corte e costura.
Clique aqui se você não lê jornais
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Precisei de comprimidos em um dia de fevereiro
Desculpe, isso é uma emergência
Doutor, cadê você?
Eu quase tive um infarto
Doutor, cadê você?
Isso mexeu com a minha cabeça
Doutor, cadê você?
Doutor
Douto
Dout
Dou
Do
.
Dor
.
Dor
.
Dor
.
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terça-feira, 21 de abril de 2009
05:39
Possuíam a falsa convicção de que conseguiam controlar a mente e o coração das pessoas com o estalar dos dedos, e mesmo quando tal ação não procedesse, não desistiam e pensavam que isso tratava-se apenas de má sorte ou um descaso do destino.
Durante a noite falavam “foda-se, eu sou auto-suficiente, um puto de um auto-suficiente”. De manhã recitavam poesias para mulheres que sequer o queriam ver pela frente. Pela tarde, dormia como um carneiro, e pela noite chorava em todos os cantos antes de iniciar mais uma interminável e embaraçosa noite de farra.
Pessoas assim eu conheci e muito, mas prefiro guardar meus comentários sobre elas, pois a auto-flagelação os corrompeu e transformou seus berços em caixas de madeiras que situam-se a sete palmos do chão. Jazz in peace, John Coltrane.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Bendita Ignorância (do próximo)
Falta de cabimento, assunto ou visão de mundo se importar tanto com a vida de pessoas famosas, ou no caso, pseudo-famosas? É falta de consciência alimentar a frivolidade das pessoas que ainda não se encontraram e necessitam falar dos outros por não se conhecerem profundamente através da imprensa. Outro requisito para trabalhar no ramo, o repórter (?) do sexo masculino, biologicamente, apenas biologicamente falando, possuía naturalmente. Com sua voz “falsetada” e delicada, um escárnio esnobe e um tom blasé, discorreu a reportagem (disparate?) durante intermináveis minutos, fazendo com que eu achasse aquele quarto de hospital a maior chateação do momento. Falei “que absurdo perderem tempo com isso” e ninguém me deu bola, estavam atentos demais à Semp Toshiba de 14 polegadas com imagem chuviscada.
Não bastasse simplesmente o teor da balela ser entupido de futilidades, o linguajar e as indagações do repórter biologicamente masculino beiravam horas ao absurdo, horas ao burlesco. Quem são eles para diagnosticar e prognosticar relacionamentos? Por que é tão absurdo uma mulher se casar com alguém vários anos mais novo? Estas pessoas que convivem nesse meio em pleno século 21 não adoram falar que são modernas, que o conservadorismo é coisa senil e que devemos ter mentes abertas? Hipócritas! Burros! Mesquinhos! Têm o poder de formar opiniões a milhões de telespectadores brasileiros, mas não possuem nem conceitos e ideologias próprias, se contradizem com as próprias palavras.
Chega a ser gratificante pra mim, pois pessoas como essas reforçam meu egoísmo, minha megalomania, meu pedantismo e, conseqüentemente, minha auto-satisfação. Abençoados sejam os misantropos, os nômades, os monges, os solitários guardas-florestais e as pessoas como eu, como você, que se recusam a sujar as mãos com pessoas deste porte pelo singelo fato de acharem que a ignorância alheia é uma estupenda maravilha para o ego.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Não tenho (mais) simpatia pela coçação de saco
Quando fico deitado, só de samba-canção durante a madrugada e não consigo pegar no sono eu geralmente penso “Porra! Deveria eu fazer algo útil em vez de ficar aqui deitado, contando Barrichellos quebrando carros”.
Todo mundo tem suas obsessões. Eu, nos últimos dias, ando obcecado pelo tempo, mas não o meteorológico, o tempo cronometrável. Dia desses resolvi não pagar uma conta no banco pois a fila estava além da rotatória. Pensei que não renderia eu levar a manhã inteira para pagar a maldita conta se eu tivesse a oportunidade de receber cinco vezes mais o valor do juro, durante o mesmo tempo de fila, só vendendo frios e bombons que minha mãe fez, abre parênteses: por sinal uma maravilha, uma porta aberta para o mundo da gula, fecha parênteses: na feira da cidade. Fiz isso e valeu a pena, no outro dia não encontrei fila nenhuma no mesmo banco e paguei, sorridente, alguns centavos a mais, porém com o dinheiro do fim de semana garantido na carteira.
Portanto, permaneço na cama, atônito, angustiado por não conseguir dormir devido a herança da insônia que minha (nem tão) generosa mãe me doou. Certamente, quando isso acontece, acordo atrasado par ao trabalho, o que eu acho ótimo, pois assim não fico pulando pela rua, esperando tediosos minutos na parada de ônibus.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Pelé
Desde sempre criei a mania de trocar a noite pelo dia, e junto a isso, também criei o hábito de comer muito de madruga, de secar a geladeira por que os armários já estavam vazios. Tudo isso por causa do meu abençoado metabolismo, que faz parecer com que um frango inteiro ingerido se torne um reles sanduíche de presunto e queijo, magreza mil. E é normal, mesmo fazendo silêncio, se faz barulho na calada madrugada, algo inevitável, você escuta até o piscar dos olhos. São esses ruídos que me incomodam, por incomodar quem está dormindo, que acabam me incomodando no outro dia, como um ciclo (o A incomoda o B, que espera, quieto, na sua, até o amanhecer, para se vingar do A, que espera, quieto, na sua, até o anoitecer, para se vingar do B).
O barulho mais irritante, mais inesgotável e mais incessante, pelo fato de eu limpar a despensa é o do microondas. Aquela caixa grita quando liga, grita quando programa, grita quando cancela, grita quando desliga, grita até quando não grita, uma verdadeira sinfonia de bips (uma sequência, o botão A grita para o botão B ligar, o botão B grita para o botão C programar, o botão C grita para o botão D esquentar, e o botão D grita para o botão E desligar).
Conheço várias pessoas que também se irritam com esses monótonos apitos xaropes. Eu tinha um amigo uma vez, o Jagunço. Jagunço por que ele nunca era capaz de pensar em nada sozinho, era um infame, mas sempre protegia a galera com unhas e dentes, ou soqueiras e pedaços de pau. Acontece que o pai do Jagunço era americano, ex-membro do esquadrão anti-bombas e ex-militar, tendo inclusive uma participação vital na Guerra do Golfo (paralisou o avanço de um exército inimigo ao ter um ataque epilético em frente a um tanque de guerra). Além do pitoresco episódio da epilepsia, o pai de Jagunço herdou, devido seu trama com bombas, um choque de guerra, e passou a ouvir tilintares à distâncias absurdas, que o deixavam paranóico. Mas até aí tudo bem, medicações controlavam sua condição, até que um dia o coitado tomou o comprimido errado e foi dormir. Até hoje sinto pena do Jagunço, que se culpa todos os dias por acionar o microondas e fazer seu pai sofrer um ataque de histeria e pular da janela do 8º andar pensando que havia terroristas em seu prédio.
De fato esses barulhos são fatais. Um outro amigo meu, o Cerveja, grande figura diga-se de passagem, insiste até hoje que quando era menor ficou 3 meses sem receber mesada só por que quando chegou em casa, bêbado diga-se de passagem mais uma vez, esquentou um cachorro-quente e acordou sua família com o barulho do microondas, o que não é verdade. Cerveja não lembra de muita coisa e jura que foi o microondas que acordou seus pais. O que prova que se pode culpar o microondas até quando ele não é o culpado.
Não quero dizer que o microondas seja um péssimo eletrodoméstico, muito pelo contrário, é a salvação dos solteiros que não sabem cozinhar. O microondas é como certos seres, que mesmo gênios naquilo que fazem, são, quando calados, poetas. Entende?
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Eu, Workaholic
Coisa ruim é ter que agüentar o domingo, ensolarado ou chuvoso, tanto faz, isso é o de menos, coisa ruim é ter que agüentar o domingo. Só de pensar em todas aquelas pessoas acordando depois das 10, almoçando depois da 1, dormindo, assistindo futebol com uma lata de cerveja na mão, passando as tardes com pipoca, bolo de chocolate, Faustão e Gugu, tomando chimarrão na praça enquanto observam o movimento e aquela montoeira de crianças chutando bola, andando de bicicleta em círculos, berrando. As lojas fechadas fazendo os comerciantes todos caírem no ostracismo dominical. Isso é coisa ruim.
Coisa pior é agüentar o ócio. Nada pra fazer, nada pra copiar, nada pra inventar, nada pra entregar, nada, nada, nada. Só torcer, para que o domingo passe na velocidade da luz, por que a segunda-feira vem aí, e é grande a saudade de ser xingado e chamado de incompetente pelo chefe. É segunda-feira e as pessoas estão de mau humor, não da pra entender!
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Sabedoria do Tio Orkut
Orkut sábio, alcoooolissmo nunhjjka ffoi ]e nnuncca zeráã uuüm prrronbboblemaaaaa
domingo, 4 de novembro de 2007
sábado, 15 de setembro de 2007
Dando um tempo
E é como uma daquelas manhãs reflexivas. A manhã que todo compositor sonha em acordar, puxar o violão, escutar o canto dos pássaros, olhar as pessoas na rua e executar de primeira a obra de arte de sua carreira, verdade.
Porém se fosse só flores o fígado viver perigosamente eu não teria sido tão estúpido ao ponto de reprovar na faculdade, perder horário de médico, perder horário de ônibus, enfim, horários, meus piores inimigos. Sou a maior contrariedade da pontualidade britânica, se eu morasse em Londres ou qualquer outra cidade inglesa, aí sim eu teria verdadeiros problemas.
A questão de esquecer em que dia da semana eu estou é o de menos, mas já tomei minha decisão, vou beber três dias por semana e não cinco.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
terça-feira, 14 de agosto de 2007
We don't need no education
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Sem fios
Sempre me falaram que eu seria careca, por causa da minha falha capilar parietal que eu só tomava conhecimento através das pessoas que me chamavam atenção, mas que eu nunca parei em frente ao espelho e tentei acha-la. Hoje eu vi, em uma foto, aquele ponto branco em meio a tantos fios castanhos e que chamam certa atenção.
Não acredito muito nesses produtos, xampus e etc que previnem a calvície, mas acho que vou começar a usufruir dessas “frescuras”. Foda-se se é frescura, se tem algo que eu não gostaria de ser, esse algo é ser careca. Quem já me viu sem cabelos sabe do que eu estou falando, não acho interessante ficar o resto da vida parecendo soro positivo recém saído da quimioterapia.
Porém, se eu puxar o Seu Farias, isso será inevitável. Ponto negativo para os genes do velho.
domingo, 15 de julho de 2007
Copinha
Eu não torci à favor de ninguém, mas torci sim CONTRA o Riquelme que me roubou um Tri-Campeonato. Melhor que isso só se ele tivesse quebrado as duas pernas e recebesse a notícia de que nunca mais poderia jogar futebol.
Assim, o Brasil venceu a Copa América e "não fez mais do que a obrigação". Se tivesse perdido teria sido um escândalo e o Dunga seria sacado do cargo de treinador. Tenho certeza!
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Eu te odeio, professora!
Eu odeio as tuas aulas monótonas
Eu odeio e não quero saber da tua vida pessoal
Eu odeio a tua didática de ensino
Eu odeio o teu sistema de avaliações
Eu odeio a tua incapacidade de cativar a turma
Eu odeio a tua intolerância
Eu odeio o tom da tua voz
Eu odeio as tuas explicações sem pé nem cabeça
Eu odeio as tuas provas de 5ª série
Eu odeio a tua insolência
Eu odeio as tuas "idéias mirabolantes"
Eu odeio a tua instabilidade mental
Eu odeio o teu amadorismo docente
Eu odeio a tua disciplina
Eu te odeio, professora!
segunda-feira, 28 de maio de 2007
outravez
Há mais ou menos uns três anos atrás eu tinha um blog, tinha mesmo, mas ninguém sabia ou pelo menos eu acho que ninguém sabia, tipo esse. Eu escrevia, escrevia, mentia, escrevia e mentia mais um pouco. E nada mudou.
Mas eu poderia ficar horas na frente do computador escrevendo sobre coisas que eu não gosto mais e não faço mais, mas ninguém quer saber disso, nem eu! A única coisa que eu sei é que eu to indo estudar, e isso eu não fazia com 16 anos. Pra tu vê!
Humor: Sonolento
